Você já criou algo de que orgulha?

Eu certamente não sou a única pessoa que só olha em frente em vez de parar e contar suas conquistas passadas. Claro, é assim que fomos ensinados: tem que pensar no futuro, planejar a próxima vitória, ir atrás de mais. Olhar pra trás é contraprodutivo.

Quem gosta de criar, seja profissionalmente ou por hobby, geralmente mede seu valor como artista enumerando as criações que tem na gaveta. E isso, é claro, dá margem pra muito surto. É fácil perder aquele orgulho que vem junto da frase “sou escritora” / “sou ilustrador” / “sou artista” que tanto encanta quem a ouve quando se vive, dia após dia, os desafios de continuar criando.

É nessa hora que você olha pra alguma coisa que fez no passado e não acredita que foi você mesmo que fez aquilo. Que você um dia foi capaz de criar algo tão bom — ou simplesmente de criar.

O exercício é mudar essa linha de pensamento. Pegue alguma coisa que você criou e, ao invés de pensar que nunca mais vai chegar naquilo, pense que você já chegou ali. E vai chegar ainda mais longe. Desde que criou aquilo, você só cresceu e evoluiu como pessoa. E também, na hora que a gente cria, às vezes a coisa não parece tão boa assim. Você continua só pra acabar e luta contra si pra não jogar tudo no lixo ali mesmo. Mas faz parte, né? Eu, por exemplo, ando emperrada para escrever e, a essa altura do ano, queria já ter terminado um dos meus livros. Mas, mesmo ele ainda precisando de muito conserto, o fato é que eu já escrevi muita coisa e evolui muito desde que comecei. Por ora, preciso me contentar em ter feito alguma coisa. Porque alguma coisa eu realmente fiz.

É como disse Nora Roberts: “Eu posso consertar uma página errada, mas não posso consertar uma página em branco.”

E você, já criou algo de que se orgulha?

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